Um desejo de uma manhã
que promete apagar mais um pedaço de memória
dessa mancha de sangue na mais pura maçã
que foi devorada pela nossa morte inglória
O meu império em ruínas
a caixa enterrada, queimada pelo vento
sendo em ti que me reconheço, cravei-te o mais profundo arrependimento
A prece de um passado tão desejado
nessa miragem que foge a correr
por entre o descontrolo amargurado
fomos punhais espetados em sonhos agora a escorrer