Fujo nesse caminho-de-ferro
Para uma pausa na minha vida
Onde a libertação me alivia desse erro
Palavras fora de contexto, numa página já lida.
Essa escada sob os neons azuis a brilhar
Conduzem-nos às nuvens de leds intermitentes
Nessa noite onde os mortos devem ressuscitar
O amor foi cruz cravada, em sonhos dementes
Corpo habituado a sucessivas transformações
Que me moldam e me tornam invencivelmente ferida
Sou guerra civil declarada às emoções
Neste combate dentro de mim, sou lágrima perdida
Num caminho feito de ferro
Volto, passageiro anónimo, invisível por defeito
Nesse hiato de tempo até chegar ao vazio, rarefeito
Sem comentários:
Enviar um comentário