quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Versão 1.5
Esse creme cobre o meu corpo despido
Com escamas numa camada espessa
Os meus lábios escarlate, mordem esse fio comprido
Que amarra a minha vontade ainda presa
A lua marca a hora nesse encontro de titãs
Perto dessa paragem que nos une na ambição
Os meus saltos seguem o caminho das palavras vãs
O relógio decide o futuro da emancipação
Os velhos trapos ficaram trancados
Na caixa de lata onde guardo os valores
Os meus olhos pintados de negro são desejos roubados
Colados nas paredes cinza à espera de serem preenchidas por cores
Os dados lançaram um nove incendiado
E a minha sorte só aceita um número par
Mas os segundos continuam a contar nesse copo envenenado
E nesta versão apenas o prazer vai ter lugar
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