sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

VOZ


Esta voz começa por um grito
incontido, vivo, supremo
na eterna aventura de um suspiro aflito
vindo à luz deste mundo terreno

Estas ondas sonoras, transformadas
já percorreram a minha tez
foram lágrimas incontidas, abandonadas
aquecendo o meu corpo, condenado à surdez

foram discursos de razão
foram sonhos movidos pela inteligência
Num amadurecimento da minha visão
fui conquistada pela coincidência

Esta voz permanece nessa sabedoria
sem fronteiras, sem nada a bloquear
é livre e arrebatada no som da tua magia
que esta voz seja o teu respirar

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